A mostarda em pó vai salvar a sua horta das lesmas esta primavera
O despertar primaveril da horta é prejudicado pelo aparecimento de lesmas vorazes, que podem destruir as plântulas de um dia para o outro. Experimentei dezenas de produtos químicos, mas o método mais eficaz e seguro acabou por ser o pó de mostarda comum. Neste artigo, vou partilhar uma tecnologia comprovada para proteger os canteiros, que funciona instantaneamente e não prejudica o solo.
Porque é que a mostarda seca é melhor do que a química
As lesmas têm uma pele extremamente delicada e receptores sensíveis. Mostarda em pó provoca irritações e queimaduras graves nos moluscos, obrigando-os a abandonar imediatamente a zona tratada. Ao contrário dos granulados de metaldeído, a mostarda é totalmente degradável e serve como fertilizante adicional para o solo.
Como utilizar corretamente a mostarda na horta
Apenas o pó seco e fresco é adequado para o controlo de pragas. Recomendo a utilização dos seguintes métodos:
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Criar faixas de proteção à volta de cada cama com cinco centímetros de largura.
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Polvilhar o solo diretamente à volta dos caules das plantas jovens.
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Aplicação de pó nos lados de madeira dos canteiros altos.
Nuance secreta: as lesmas são mais activas ao entardecer e à noite. Tratar ao fim da tarde, quando o orvalho ainda não tiver caído, para que o pó se mantenha seco e picante durante mais tempo.
Receita da solução de picada para pulverização
Se as pragas já tiverem subido para as folhas de couve ou hosta, o pó seco não ajudará. Nesses casos, utilizo uma “infusão de mostarda”, que cria uma película invisível, mas insuportável, sobre as verduras.
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Misturar 100 gramas de pó num balde de água morna.
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Deixar em infusão durante dois dias num local escuro.
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Coar e adicionar um pouco de sabão líquido para uma melhor aderência.
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Pulverizar as plantas folha a folha.
Regras de segurança importantes para as plantas
Apesar de serem naturais, mostarda – é uma substância corrosiva. Tenha cuidado para não danificar as suas plantações.
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Não polvilhar o pó no ponto de crescimento (núcleo) das plantas jovens.
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Evitar o contacto da solução concentrada com flores delicadas.
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Repetir o procedimento após cada chuva ou rega abundante, pois a humidade neutraliza as propriedades urticantes.
A minha experiência pessoal: adicionar um pouco de pimenta moída ou cinza de madeira à mostarda, numa proporção de um para um. Isto aumentará várias vezes o “efeito repelente” e tornará a barreira mais resistente à humidade ligeira.
“Markus Hoffman é um especialista em agricultura biológica e proteção ecológica de plantas. Nos últimos 12 anos, testou mais de 50 métodos populares de controlo de pragas de jardim na sua propriedade no sopé dos Alpes, privilegiando apenas soluções biodegradáveis.”
A utilização da mostarda na primavera permite-lhe proteger as suas culturas sem recorrer a substâncias tóxicas. É a forma mais económica e ecológica de manter as plântulas intactas até que as plantas estejam mais fortes e menos atraentes para os moluscos.
Perguntas mais frequentes:
Posso utilizar mostarda alimentar pronta a usar de um frasco?
Não, pois contém vinagre e sal, que podem alterar gravemente a acidez do solo e queimar as raízes das plantas.
A mostarda é segura para as minhocas?
A mostarda não é prejudicial para as minhocas quando pulverizada superficialmente, uma vez que estas vivem em camadas mais profundas do solo.
Com que frequência se deve renovar a barreira de mostarda?
A camada protetora deve ser renovada imediatamente após o pó ser molhado pela chuva ou irrigação.
A mostarda ajuda a combater os caracóis de concha?
Sim, o efeito do pó na sola do caracol é semelhante ao de uma lesma, provocando uma irritação aguda.
A mostarda em pó faz mal aos animais de estimação?
A mostarda é segura, uma vez que os cães e gatos evitam as áreas tratadas devido ao odor pungente sem entrar em contacto com ela.
Qual é a melhor concentração para pulverizar?
A proporção óptima é de 100 gramas de concentrado seco por 10 litros de água.
A aplicação de mostarda continua a ser um dos métodos mais fiáveis de controlo das populações de pragas nas explorações agrícolas privadas.

